sexta-feira, 28 de outubro de 2011

CONFRONTO DE LOBAS

Vidas, entendimentos iguais. O vento ecoava intenso, levantando as folhas mortas das árvores no inverno. Não restava mais flora, fauna, não havia mais mundo, apenas um universo particular de criaturas que disputavam o último alimento. A sobrevivência falava mais forte, duas lobas não podem habitar o mesmo lugar sem que uma submeta-se a outra. Eram orgulhosas demais para isso, por sua experiência ou por seu instinto.

Cansadas, famintas, olhavam-se frente a frente, esperando o primeiro golpe da rival. Não haveria trégua, não haveria paz, apenas um duelo que decidiria a sina de um tempo bom, onde as planícies já haviam sido cobertas pelas mais variadas espécies. A escuridão tomou o caminho da terra, e então, o ser divino apagou a luz que outrora fora tão resplandecente e magnífica. O fim de tudo.

Em disparada, mesmo fraquejando, uma das lobas correu para desferir o golpe mortal. Lenta demais. Recebeu esquivas habilidosas da parte contrária, que se organizou sobre o espaço, sobre o intelecto, sobre a morte. De virada, a loba paciente cravou suas fortes garras na invasora, fazendo-a parar, por instantes, no seu leito de dor, agonizando, relembrando fatos de sua vida e vendo a chama de seus olhos tornar-se pura pela simplicidade, substituindo o regozijo celestial pelos sonhos remotos de um recém nascido. Viveria outros tempos, longe da Terra.

Pronta para colher os louros, a loba vitoriosa soltou um uivo que ecoou por todo o espaço. Virou-se para baixo preparando-se para cravar os dentes no troféu, quando estagnou, fechando seus olhos em arrependimento. A rival morta, com o corpo retorcido pela prévia dor excruciante, guardava uma característica conhecida, comum, algo que já havia visto antes. Observou melhor e sentiu o inevitável choque das más decisões: partilhavam da mesma prole. Irmãs de sangue alvejadas pela necessidade e separadas por um duelo mortal.

Chorou lágrimas estáticas, deu gritos silenciosos e acomodou-se ao lado do corpo caído. Esperaria a mão negra do destino levar-lhe junto para onde quer que fosse, até que o tempo suportasse, e a alma não se sustentasse. No último raio de sol daquele dia, uma mensagem para todas as criaturas: irmandade!

----------------------------------------------------------------------------------

Às vezes é mais fácil escrever histórias humanas sob a forma de metáforas. Uma homenagem a duas amigas que se estranharam e esqueceram suas origens. Veja bem quem você está ferindo, não vá se arrepender depois, a não ser que o motivo seja algo mais forte que a própria humanidade de cada um.

FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

BOM FINAL DE SEMANA!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

[IMAGEM DO DIA] - KADAFI FALA DA OAB

HOHOHOHOHOHOHOHOOHOHOHOHO.




FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

DIA IMPORTANTE PARA A ADVOCACIA BRASILEIRA

Dizem por aí que se bateres em uma árvore cairão cinco advogados. Esse número pode aumentar consideravelmente tendo em vista o recurso que será julgado hoje no STF: a constitucionalidade do Exame da Ordem. O resultado é simples e não poderá fugir disto: ora o exame será mantido, fortificando a autoridade da OAB no país, ora será caçado, sob a égide argumentativa de bacharéis que exigem seu fim, como minoria, há vários anos.

Eu já expus minha opinião aqui no blog. Indiferente ao resultado, a única coisa que mudará em minha vida será a qualidade de advogado, ou não, que será atribuída a meu diploma conquistado no início deste ano. Há tempos a prova é criticada. Um dos fatores é o preço alto de inscrição e questões confusas que transformam a Ordem em uma indústria bem mascarada de dinheiro. Não entro aqui no aspecto opiniático, estou apenas constatando uma realidade. Fico imaginando os reflexos de uma decisão positiva, ou seja, confirmando a inconstitucionalidade. Conseguem racionalizar a quantidade de professores de cursinho desempregados? Também é verdade que o número de turistas jurídicos aumentará, ou seja, aqueles diplomados que, utilizando-se de brechas falhas do ensino, conquistaram um nível superior que não compete a sua verdadeira qualidade intelectual. Sem encher linguiça, se já existem advogados péssimos, mesmo com a OAB, este número duplicará, triplicará.

Pense nisto: uma simples prova qualifica alguém como bom profissional? Não creio. Uma faculdade o faz, quer dizer, uma boa faculdade. Não é o que vemos. O Ensino superior deveria ser levado mais a sério, tal qual é o caso da Medicina, Arquitetura, Engenharia, que revelam médicos, arquitetos e engenheiros. Essas carreiras possuem um ensino melhor? Possuem universidades melhores? Eu só posso acreditar que sim. Em última instância, resta torcer que o Brasil pare de atacar a consequência e se fixe na causa: a educação jurídica nesse país beira ao ridículo e enquanto atitudes não forem tomadas, viveremos nesse marasmo de graduados indecisos quanto ao futuro e tecnicamente insuficientes para o exercício de suas respectivas profissões.

Cairá o exame? Os bastidores dizem que não. Hoje começa. Assistirei aos reflexos atentamente!

FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

[EDITADO] - Conforme o esperado, a constitucionalidade foi afirmada. O exame será mantido e as faculdades continuarão numerosas e ruins!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O SOCO DE BUZZ ALDRIN

Os babaquinhas das teorias conspiratórias questionam tudo. É uma filosofia meio "René Descartes", com a diferença de que nem Deus é uma verdade. Um dos maiores assuntos da atualidade, que é posto em xeque, trata-se da chegada do homem a Lua: aconteceu de fato? Evidente. Vídeos com provas insuficientes e deslocadas espalhados pela internet não vão me convencer do contrário.

E sabe quem mais concorda comigo? O próprio homem que pisou nela, Buzz Aldrin, astronauta privilegiado que, logo após Neil Armstrong, teve a chance de sentir o satélite natural sob seus pés. Precedente único na humanidade. Tendo feito algo tão importante é normal se irritar quando desvalorizam sua conquista. E é aí que entra o assunto na postagem de hoje.

Em 2002, um homem chamado Bert Sibrel ganhou notoriedade por criticar a suposta "invenção do homem na Lua" e decidiu colocar Aldrin contra a parede, em uma convenção em Beverly Hills. O rapaz chegou perto do astronauta aposentado, então com 72 anos, e desferiu-lhe golpes pela língua: "Mentiroso, ladrão e covarde", pedindo ainda que jurasse sobre a Bíblia que o homem esteve na Lua. Buzz, conhecido por sua personalidade enérgica, respondeu da forma que lhe foi mais conveniente. Observem o vídeo abaixo:




HOHOHOHOHOOH. Como diz o vídeo, ele poderia ter tentado uma carreira de boxeador!

FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A REBELIÃO DO FUSCA

(BASEADO EM FATOS REAIS)

O Fusca estava cansado. A idade havia chegado. Se existisse a possibilidade de pedir aposentadoria o faria sem pestanejar. O pobre Fusquinha é simples, simpático e todos já tiveram vontade de ter. Era o carro popular de décadas atrás, porém sua fama se foi. Vocês conseguem imaginar o que é ser, em uma época, o astro do pedaço e muitos anos depois, virar um burro de carga? O carro acaba ficando, por vezes, temperamental. Precedentes de volubilidade existem aos montes no mundo automotivo. Quem não se lembra de Christine, o carro assassino e Herbie, o turbinado?

Motivos não faltavam para o Fusquinha ficar brabo. Seu motor estava quase fundindo e a cor, outrora brilhosa como o que sobrou da Floresta Amazônica, agora era um verde musgo carcomido pelo tempo. Escravidão automobilística não é um crime, ainda, e chega uma hora onde a rebeldia toma conta.

O dono, certa vez, estava afim de uma gatinha. Todas as mulheres do mundo poderiam ser filhas únicas ou ter irmãos exclusivamente do mesmo sexo. Seria mais fácil de chegar perto e evitar os anexos humanos dispensáveis, que ficam em cima, representando os olhos do homem que doou o espermatozóide: o pai. Quem quer se dar bem deve contornar as coisas, ser paciente e evitar o pensamento espumoso de raiva. O dono convida a menina para sair, ela aceita, mas o irmão deveria ir junto. O Fusca observava tudo do lado de fora. O intrometido convidado era uma doce criatura de circunferência parecida com a da Terra: um cheinho próximo da obesidade. "Maravilha" pensou, era hoje que a revolução começaria. Os ocupantes entram. Que dor. Consegue imaginar as frágeis rodas dianteiras do Fusquinha aguentando a tonelada? Seria assim por pouco tempo.

No trajeto, o carro sofre com a potência falha. Seu motor se esforçava mesmo nas últimas. Em seu interior, uma conversa vazia sobre como estava bonito o dia: um excelente papo de sedução. O Fusca se vingaria, por ele e por seu benfeitor (ou malfeitor?). Chegavam perto de uma curva acentuada, daquelas onde a plaquinha de trânsito está mal posicionada. Era hora de agir. Se caísse, cairia com peleia. O carro adentrou a curva, o sinal de pisca ligado e aí, meu amigo, aí tudo acabou mal. O Fusca, explodindo seu cosmo, consumindo toda a raiva acumulada de sua longa vida, expeliu o irmão da menina, o qual se sentava no banco do carona. É o clássico caso de pessoas com prisão de ventre. O mundo fica mais bonito quando se consegue parir o filho ilegítimo. Bisonhamente, o rapaz é arremessado do carro, rolando alguns metros até encontrar a calçada. A porta do carona havia aberto pelo frágil e velho trinco. Foi na mesma época do terremoto no Haiti. Coincidência?

Transeuntes curiosos vêm ajudar contrapondo faces de espanto e risos eufóricos. Foi uma cena bizarra e o Fusca venceu a batalha, mas perdeu a guerra. Na sequência foi obrigado a abrigar novamente o combalido irmão e todo seu enorme peso.

Moral da história: Respeite seu carro, ele é tipo um cachorro com rodas, está sempre lá por você HOHOHOHOHOH. E leve o mesmo em oficinas, pois é sacanagem a porta abrir com o veículo em movimento!

NÃO FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII... DE FUSCA!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

MÁFIA DA BALA DE GOMA

Eu já estava acostumado, ao me acomodar nos ônibus de Porto Alegre, a receber uma pequena apresentação de crianças vendedoras de balas de goma. Suas idades mínimas e faces inocentes sensibilizavam os cobradores, que os permitiam entrar por debaixo da roleta ou pela parte de trás do veículo. O texto que discursavam, muito mal decorado, era mais ou menos assim:

"Ô, pessoal, ô, pessoal. Bom dia! Peço um minuto de sua atenção para que eu possa divulgar o meu trabalho. Eu venho a vocês oferecer o meu produto, balinhas deliciosas, cada uma 50 centavos e três por 1 real. Peço que vocês me ajudem. Desculpe o incômodo, façam uma boa viagem e fiquem com Deus.

E então a criança ia passando entre os bancos, esperando captar singelas moedas. A maioria das pessoas doava sem receber as balas, com pena dos pequenos. Alguns eram tão jovens que tinham dificuldade de proferir certas palavras do discurso, o que me demonstrou haver alguém por trás dessa máfia ensinando forçadamente o texto. É o mesmo caso dos malabaristas de semáforo, quem ensina tal arte a eles?

Hoje peguei um ônibus e vi que a situação mudou. Havia um pôster indicando que lugar de criança é na escola, bloqueando este tipo de trabalho. Finalmente uma iniciativa louvável. Fui atrás de mais informações no site da CARRIS, mas nada encontrei. Não me lembro de ter visto o emblema da empresa, então, há a possibilidade de que algum transeunte consciente possa ter colado aquele cartaz ali, divulgando a campanha. Em breve posto mais sobre o assunto.

DENUNCIE O TRABALHO INFANTIL!!!!!


ERA WILSON
FOSTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

[IMAGEM DO DIA] - POLÍTICA NO BRASIL

Romário, ex jogador de futebol; José Sarney, amigão do Lula e o último dinossauro vivo; Tiririca, futuro presidente do Brasil; e Popó, ganhador do prêmio Nobel de punhos de aço. 


 A ditadura era tão horrível assim?

terça-feira, 18 de outubro de 2011

GATO GORDO ENTREVISTA: JUREMIR MACHADO DA SILVA

Hoje o blog está inaugurando um novo departamento: o Gato Gordo entrevista. Em algumas terças feiras do mês postarei conversas que tive por email com pessoas da mídia. A primeira personalidade que nos deu honra de sua presença foi Juremir Machado da Silva, um dos maiores cronistas desse país. Sempre de bom humor, o jornalista comentou diversos temas do cotidiano. Lá vai.


1) Por decisão do STF, o diploma para exercer jornalismo perdeu a obrigatoriedade. Quais as perspectivas para a profissão no futuro do Brasil?

Juremir: As de sempre. Alguns se darão bem; a maioria perderá as ilusões; quase todos ganharão pouco. Vários serão felizes na medida da felicidade.

2) Sou formado em Direito. Recentemente, o subprocurador-geral da República, Rodrigo Janot, fez um parecer ao STF declarando a inconstitucionalidade do exame da ordem. A OAB, por sua vez, manifestou-se contrária a decisão, indicando que o exame é fundamental para garantir a segurança jurídica da pessoa que procura um advogado. O mesmo exame não é aplicado, por exemplo, a médicos, aonde o grau de segurança deveria ser elevadíssimo, pois é da vida que eles cuidam. Qual a sua opinião? A faculdade de Direito já não deveria ser fator de excelência para provar que o profissional é capacitado?

Juremir: O exame da ordem é medieval. Privilégio de uma guilda. Eis tudo.

3) Em minha opinião, ao invés da propositura de um exame, a OAB deveria instalar ações junto ao MEC para a melhoria do ensino. Creio que isto jamais acontecerá, considerando a indústria de dinheiro envolvida em torno da prova, através de cursos preparatórios e inscrição cara. Sobre a educação, as faculdades ainda formam profissionais capacitados ou o ensino está ficando enfraquecido?

Juremir: As faculdades formam, como sempre, bons e maus profissionais. Há mais tecnologia, mais informação e mais gente estudando. Por que teria de ser pior? Há muita nostalgia de um tempo que jamais existiu.

4) Sabe o que aconteceu com o cachorro que respirava pela bunda? Sentou e morreu. Foi uma boa piada?

Juremir: Não creio.

5) Como você avalia a comunicação através de blogs?

Juremir: Tudo cansa as pessoas, inclusive a vida, os blogs e os jornais em papel.

6) As redes sociais estão tomando conta do nosso estilo de vida? Você, escritor, concorda com a frase do falecido José Saramago: “Os tais 140 caracteres refletem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido".

Juremir: Saramago era um idiota que escrevia bons livros.

7) Qual o segredo de um relacionamento duradouro?

Juremir: O segredo é encontrar alguém de quem se goste por muito tempo. Elementar.

8) Qual a personalidade que mais lhe inspira?

Juremir: Chacrinha e Borges.

9)Você já escreveu muito sobre o tempo da legalidade, entre outros momentos marcantes da história brasileira.  A política perdeu seu ideal ou ainda há esperança?

Juremir: Esse negócio de ideal e de esperança é conversa de Rotary Club. Sempre há e não há. Só que as esperanças de hoje não são as das pessoas de ontem.

10) Para finalizar, você acha que o Gato Gordo tem condições de se tornar uma forma de governo e tomar Brasília?

Juremir: Já está cheio de gatos gordos por lá. Difícil.

Era isso por hoje!

FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

OKTOBERFEST

O álcool permanece em meu corpo até agora. Geralmente, quando começo a escrever, as idéias saem fáceis, mas hoje é diferente. Ainda estou lento, tentando racionalizar as coisas. E olha, é uma sensação muito boa! HOHOHOHOHOHOHOHOH



Como dito na sexta, fui para a Oktobertfest, mais precisamente a de igrejinha. Quatro cruzeiros o chopp e três cruzados o pastel, razoável preço a ser pago pela diversão. Na verdade, o dinheiro é o de menos durante um momento de alegria. Como diz meu pai, "não quer gastar? Não saia". Falar sobre a festa é complicado, então creio que as fotos possam explicar um pouco.


A região de Igrejinha é bastante aconchegante. Chegam espaços em cidades do interior onde elas praticamente se grudam, ficam uma do lado da outra. É só cruzar uma via que já partimos para outro Município. Observei isto de dentro do carro, finalmente dirigindo (e bem). Outra coisa que chama bastante atenção são os descendentes puros europeus, olhos claros como o céu e cabelos loiros. O tipo de gente que o Hitler adorava. Muito da cultura atual se deve aos nossos ascendentes imigrantes, mas nunca havia visto concentração tão acentuada de alemães.

Ainda há tempo. A Oktober continua até semana que vem com o show de Michel Teló (bah!). Para quem gostar... vai lá!

Era isso por hoje. Amanhã o Gato Gordo volta com o mesmo vigor de sempre. E COM NOVIDADES! AGUARDEM!

FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

ATLAS

Imagine fazer uma coisa chatíssima por toda a eternidade. Meu calvário, certamente, seria assistir aos emocionais filmes de "Crepúsculo" sem parar. Um revólver carregado de apenas uma bala ficaria extremamente atrativo. Atlas, não o livrinho de geografia, mas sim o grande titã, poderia dizer algo semelhante, mas seu suplício fora diferente.

Zeus era o rei do pedaço na mitologia grega. Qualquer um que ousasse desobedecer levava um raio doído no traseiro. Alguns, todavia, sofriam castigos divinos, tal qual foi Sísifo, o grego, lembra?


Atlas partilhou de um destino parecido, sendo obrigado, por Zeus, a carregar o mundo nas costas. Acontece que apareceu Hércules dando continuidade ao décimo primeiro trabalho (foram doze), no qual deveria capturar os pomos de ouro das Hespérides. Outro titã, Prometeu, alertou o herói de que Atlas poderia fazê-lo impunemente. Hércules, então, aceitou assumir o lugar do castigado titã para que o mesmo realizasse a missão. Porém, na volta, Atlas gozou tão bem de sua liberdade, que não aceitou retornar ao seu antigo posto, deixando Hércules em apuros. O grego todavia tinha um plano: manteve a calma e induziu o sacaninha a segurar o mundo novamente, sob o argumento de que colocaria uma armadura como reforço para suportar o peso. Não deu outra. O asno do Atlas aceitou a proposta e voltou para onde não sairia por muito tempo.

E olha quem encontro na Praça da Alfândega, em Porto Alegre:


É impressão minha ou ele vomitou no próprio joelho? Alguém se arriscaria a segurar o planeta por toda a eternidade? Minha única certeza é que esse emprego deve ser mais bem remunerado do que qualquer bacharel recém formado... HOHOHOHOHOHOHO

BOM FINAL DE SEMANA!

FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII...

... PARA A OKTOBER.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

DIA DA CRIANÇA

A cidade de Porto Alegre estava tranquila. O clima quente e ensolarado convidava a um passeio familiar entre os parques. Inocentemente, uma pequena menina segurava seu sorvete dando um sorriso de satisfação. Sua boca deliciava-se; seus olhos, todavia, estavam perplexos ao que observava no céu. Seria um disco voador, um avião? Nãoooo, era Articuno!



O pássaro lendário começa seu implacável ataque aos reles mortais que ousaram lhe acordar de seu sono eterno. Dispara impiedosos raios de gelo, fazendo vítimas e espalhando o pânico. Aproveita para defecar no estádio Olímpico, local conhecido pelo seu tradicional mau cheiro. À paisana, o comando Cobra percebe o alvoroço e liga para os Power Rangers.



Zordon manda seu sinal aos escolhidos. Era hora de morfar! TRICERATOPS, MASTODONTE, JUSTIN BIEBER e aí foi. Comandos e Power Rangers unidos pela mesma causa. Lutam uma guerra, mas o grande Pokémon não se rende. Infla-se de raiva e dá cada bigornada em seus rivais que os fazem repensar sua condição de brinquedos.

Era hora de tentar uma nova abordagem. Chamam um especialista no assunto. Ash, o grande mestre dos Pokémon! Lá foi o guri de boné, gritando "Pokébola, vai!!!!!!!!!!". Exatamente como Mick Jagger fez com a Luciana Gimenez na casinha do cachorro. O treinador não atinge seu intento e perde a batalha ao levar uma chapuletada rasante do pássaro azul. Seria o fim de tudo? OH, E AGORA QUEM PODERÁ NOS DEFENDER?



EUUUUUUUUUUUUUU, o Chapolin Colorado! Chapolin bate com sua marreta no bico do pássaro, mas na sequência é esmagado exatamente como no episódio "o bebê jupteriano". A menina deixara derreter o sorvete entre seus dedos. As esperanças estavam se esvaindo.  Porém, de um raio dourado cintilante, aparece Goku, o super Sayajin, nível 49. Goku sabia que seu ki era inferior ao de Articuno, mas não desiste. Grita para todos levantarem as mãos aos céus: "Terráqueos, precisamos de sua energia para formar a Genki dama". Alguns levantam, outros não o fazem para evitar a forte asa, mas a energia fora suficiente.


Goku lança a Genki dama. O impactante globo de energia é suficiente para retirar a essência de vida do pássaro lendário. Um Deus havia sido derrotado. Os vitoriosos dão uivos de alegria gritando "RUSSSSSSS" e aproveitando para fazer uma churrascada com o que sobrou de Articuno. E aí aparece o Capitão Planeta para fechar a churrasqueira e evitar o dispêndio de monóxido de carbono na atmosfera.

E assim, viveram felizes para sempre.

----------------------------------------------------------------------------------------------------------

 É o que lembro. O filme de minha infância começaria assim! Sempre mantenha a criança em seu interior. Se as pessoas lembrassem disso, seriam mais felizes e deixariam de lado seus problemas. Seja o que há de melhor em você, seja, para sempre, criança!

FELIZ DIA DA CRIANÇA!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

ZAGUEIRÃO

Muitos zagueiros do campeonato brasileiro devem ter visto este vídeo... HOHOHOOHOHOHO



FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

MARKETING AGRESSIVO

Sabe aquele pessoal do telemarketing que fica ligando toda a semana para sua casa? Você pede que tirem seu nome da lista de futuros clientes e parece que fazem o contrário: amplificam o número de ligações. Pois bem, faz parte, invadem sua casa, mas não sua privacidade, logo há formas bastante criativas de barrar os robôs inconvenientes. Vejamos as mais legais que já me falaram

1) "Morreu". Para empresas que não estão vinculadas a seu rico dinheirinho, vale brincar um pouco mais além, ou "no além". Ligaram para casa de um amigo dias atrás. Perguntaram por seu pai. Espertalhão, e sabendo da falta vinculação de sua família para com aquela empresa, o filhote forjou uma voz embargada, como se estivesse chorando. Disse apenas: "ele morreu". Do outro lado da linha veio um "sinto muito". Dá para continuar incomodando um moribundo? NECAS. Vão ter que contatar um médium para o oferecimento de imperdíveis ofertas...

2) "Não entendi". Essa foi criada pelo meu irmão. Ele estava em casa e com tempo, então resolveu se divertir. Uma simpática mocinha de uma determinada operadora começou falando de todas as vantagens de virar cliente da empresa, os benefícios, bônus, descontos, entre outros aspectos impossíveis de serem recusados. Meu irmão, evitando dormir ao gancho do telefone, disse simplesmente: "não entendi". A mocinha, muito atenciosa, voltou a falar de  todas as vantagens de virar cliente da empresa, os benefícios, bônus, descontos, entre outros aspectos impossíveis de serem recusados. Meu irmão, comendo um pastel, retrucou: "continuo sem entender". A atendente não desistiu, demonstrando uma raça portenha ocultada pela doce voz. Lá foi ela novamente explicar todas as vantagens de virar cliente da empresa, os benefícios, bônus, descontos, entre outros aspectos impossíveis de serem recusados. "Olha, ainda não entendi" foi a resposta. A ligação misteriosamente caiu. O que terá acontecido?

3) "Nunca morou aqui". Se essa pega moda, a internet vai virar o único meio de contato plausível. Ligo para a casa de um amigo e sua mãe me informa que um rapaz com aquele nome nunca morou lá. Olho para a bina telefônica e vejo que disquei o número corretamente. Explicações? O que teria acontecido? Bem, em virtude do grande volume de ligações do telemarketing, a mãezona decidiu proteger seu filho, informando que, naquele número, nunca morou ninguém com aquele nome. Boa, né?

Escolham a que quiserem e se divirtam!

FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

LONG LIVE PLAY

Propaganda da Sony em homenagem aos jogadores de videogame! Eu me incluo entre eles! Misturaram os personagens das melhores franquias. 



BOM FINAL DE SEMANA!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

STEVE JOBS

São poucos os homens visionários, cuja mente vai além de seu tempo. Imaginar a tecnologia do futuro é uma tarefa possível mediante mentes privilegiadas, que quebram o senso comum e extrapolam ao que antes era inimaginável. Steve Jobs era uma dessas pessoas que nascem entre bilhões, abrem seu negócio dentro de uma garagem e revolucionam o mundo. Começar do nada e garantir uma das empresas mais ricas da atualidade é obra de uma vida diferenciada, dotada de uma capacidade sem limites e que tornou todos os seus sonhos em realidade.

Não falarei de Steve Jobs como se conhecesse muito sobre sua trajetória, pois não conheço, estaria mentindo. Informei-me mais recentemente quando meu priminho de cinco anos me mostrou seu IPAD. Cinco anos! De fato, o cientista acertou em cheio na tecnologia do amanhã para pessoas do amanhã. Sabia pouco, mas um vídeo foi suficiente para entender o porquê de seu sucesso. Vejam:


A luta de Steve pela revolução da era digital aconteceu em proporção parecida entre a guerra particular contra seu câncer. Aliás, que doença maldita. Vai matando aos poucos, sugando a existência através de transformações físicas degradantes. O câncer fez mais uma vítima, um homem que, a partir de agora, sai da vida, mas entra para a imortalidade.

Valeu, Steve! Sempre nos lembraremos de suas palavras! Homenagem do gato gordo para com um homem que foi, realmente, uma inspiração a todos!

.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

PIADA SEM RISO

Tudo parece ser uma festa, uma incrível e enigmática brincadeira. É assim que programas de humor tem atestado seu procedimento em torno das risadas dos telespectadores. O que eles esqueceram, todavia, é que nem tudo é engraçado, nem tudo pode se tornar uma piada. A semana passada foi marcada pela transmissão ao vivo de um bueiro sendo aberto em plena televisão brasileira: a boca de Rafinha Bastos, apresentador do CQC. O homem é engraçado, não nego, mas não encontra limites para seu humor negro e, por vezes, irracional, o que acaba gerando polêmicas atrás de polêmicas.

A revista Veja dessa semana, apesar de suas quantidades enormes de páginas indicando propagandas dos mais variados tipos, estampa a reportagem sobre o apresentador: "O novo rei da baixaria". Está certa ela ou a espetacularização do ridículo provém de fenômenos anteriores? É muito difícil fazer humor espontâneo. Deve-se ter habilidade e não é qualquer um que se destaca na área. Já me elogiaram por minha ironia fina ao ponto da abertura de um sorriso. Não consigo fazer piadas escrachadas, não através de um texto pelo menos. O maior problema, na verdade, é não ser ofensivo sobre particularidades das pessoas. E aí entra o aspecto hipócrita da história. Duas semanas atrás Rafinha foi censurado por falar de Wanessa Camargo e seu filho, dizendo que "comeria os dois". Na última segunda feira, seu colega de programa, Marco Luque, fez uma infeliz piada sobre Dado Dolabella e sua latente capacidade de agredir mulheres. Mais gente deveria ser afastada, pois rir das fraquezas é um ato de extrema desonestidade para com o ser humano a quem se dirige. O CQC da Band começou tão bem, com um humor inteligente e, aos poucos, vai caindo no mesmo mar de babaquice que envolveu o Pânico na TV e Casseta Planeta, nos quais palavrões e piadas sexuais explícitas dominam a grade.

Fazer tv é complicado pela repetição. Nem tudo vira sucesso e a tendência visa ao cansaço do telespectador. O mais importante, para todos os veículos de informação, é o respeito, não ferir a honra das pessoas. Rir dos defeitos dos outros desonra a moralidade e quebra a credibilidade do programa. Se o Rafinha falou o que falou, sugiro uma análise mais completa para ver se não há outros falando o que não devem.

Digam o que quiserem nas conversas de bar, mas na tv o profissionalismo deve imperar. Pelo menos é o que acho, mesmo que alguns valores estejam absolutamente invertidos na atual circunstância de mundo.

ERA ISSO! PESSOAL DA MÍDIA, COPIEM O GATO GORDO QUE VOCÊS VÃO SE DAR BEM!

FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

terça-feira, 4 de outubro de 2011

domingo, 2 de outubro de 2011

DINHEIRO ORDINÁRIO

O socialmente suportável difere-se do moralmente inaceitável. É tudo uma questão de ponto de vista. Vender drogas é errado. O tráfico deve ser combatido, pois fere a integridade humana. Mas e para "empregos" cujo dano não é tão acentuado. Digo, e para ocupações onde o imoral é social e não traz prejuízo ao nosso bem mais precioso: a vida?

Esta introdução basta para falar de um novo cargo no mercado. Algo que deve estar em ebulição considerando a crescente procura e interesse de novos "clientes". Talvez pela fragilidade do ensino, privado e público, ou pelo simples desinteresse a matérias como física, matemática e biologia, alguns alunos de determinadas escolas estão armando algo diferente para ludibriar os mandatários de casa: forjar boletins. Conheci ontem um profissional da área que, através de simples fontes bem organizadas no Word, consegue criar satisfatórios diplomas, com notas altíssimas, que orgulham os pais, enganando-os e dando um prazer momentâneo para uma inevitável recuperação ao final do ano (ou não, caso os danos sejam irreversíveis). Assim, o aluno que, nas notas finais tiver tirado pontuação baixa, receberá um 9, ou um 10, conforme dançar a música. Até para isso o plano é bem organizado. Valores máximos todos os trimestres é ilusório. O melhor é manter coeficientes paralelos altos, mas diferentes.

Veja bem, uma mentira social é permitida? Não traz prejuízo à sociedade, apenas a anta que se dedica a enganar ao invés de estudar para passar. Se os pais acreditam, não estão sendo bons pais. Um filho que sai todas as noites, não para um minuto frente aos livros e tira notas máximas? São poucos os gênios no mundo. Um deles é o cara que criou o Gato Gordo. O rapaz com quem falei cobra 25 reais por boletim e diz estar faturando alto.

Enquanto estiverem criando os problemas para si mesmos, que continuem se enganando. Controverso seria se prejudicassem terceiros não partícipes da vida em questão. É o mesmo caso de motoristas imprudentes que vão à direção alcoolizados: torço sinceramente que se matem sozinhos e não levem inocentes junto consigo. Alguns talvez digam que o problema seria, nesse caso, o futuro do Brasil. Minha sinceras risadas. O futuro é cada um que faz, pois o tempo não espera indecisões. A educação começa de cima e onde houver corrupção e ladroagem, o mesmo será feito por nossas crianças e adolescentes.

ERA ISSO POR HOJE! GUERRA AO SISTEMA!

FOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII